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Crítica: Branca de Neve e o Caçador

Antes de começar essa crítica, deixe-me te dar um aviso: esse filme não é igual aquele conto de fadas que você está acostumado.

Baseado no conto dos Irmãos Grimm,  Branca de Neve e o Caçador tem uma pegada mais sombria e violenta da história consagrada pela Disney, dando à história novas reviravoltas e qualidades, transformando-o no filme épico realista (realista até o ponto de você lembrar que o filme é sim um conto de fadas) e desmitificando o clima “””mulherzinha”””. No filme, Branca de Neve é a única pessoa mais bonita que a Rainha Má, que pretende destruí-la para que possa continuar bela como sempre. Por isso é manda o Caçador para matá-la e trazer seu coração de volta. Chegando lá ele desiste e decide treiná-la, para combater a Rainha Má.

Mas a melhor parte do filme não é nem a história em si, mas as atuações e o visual do longa. Charlize Theron, a Rainha Ravenna, leva muita intensidade ao papel, fazendo ela se tornar aquele tipo de mulher que todo mundo deveria ter medo. Uma tremenda atuação para um tremendo papel. Já Kristen Stewart fica um pouco atrás no quesito atuação, muito metódico para o meu gosto, mas que não deixa de trazer uma força, um instinto de liderança à personagem, tirando a parte de “donzela indefesa” da princesa, mas sem tirar sua feminilidade.

Chris Hemsworth logo que aparece, um pouco mais tarde no filme, lembra o Thor, mas no decorrer do filme que vemos o talento do ator aparece, criando um personagem novo. Já o Príncipe Encantado de Sam Caflin é meio apagado no filme, sendo sobressaído até pelos oito anões – que também demoram para aparecer no filme -, que servem como o alívio cômico antes do clímax. Ah, o fato dos personagens demorarem para aparecer no filme ajuda no não-romantismo do longa, o que pode decepcionar as fãs da Saga Crepúsculo que estão indo esperando ver um triângulo amoroso.

O longa , como disse antes, é muito bonito. Bem fotografado, com efeitos especiais de ponta, uma bela coloração – principalmente na Floresta Negra, onde as cenas são realmente impressionantes -, o visual pra mim é o ponto forte do filme, afinal, mesmo com a renovada que os roteiristas Evan DaughertyJohn Lee Hancock e Hossein Amini deram na história, você já sabe o que esperar. A direção do estreante Rupert Sanders também não deixa nada a desejar.

Resumindo, Branca de Neve e o Caçador é um puta filme bom, que me surpreendeu. Vale muito apena ir no cinema conferir, nem que seja só pela experiência visual.

Nota: 8/10 – Muito Bom

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