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Crítica: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Então, acho que todos concordamos que Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um final digno para a saga épica de Christopher Nolan.

O filme se passa oito anos após a fatídica noite em que o Batman (Christian Bale) desapareceu, transformando-se de herói em fugitivo. Assumindo a culpa pela morte do promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart), o Cavaleiro das Trevas sacrificou tudo por aquilo que ele e o Comissário Gordon (Gary Oldman) acreditavam ser o bem maior. Por um tempo, a mentira funcionou e a atividade criminal da cidade de Gotham foi esmagada pelo peso da lei com o Ato Anti-Criminal Dent. Mas a aparição de Bane (Tom Hardy), um terrorista mascarado que tira Bruce de seu exílio auto-imposto, muda tudo. Mas ainda que use seu capa e máscara novamente, Batman pode não ser páreo para Bane.

Acho que, assim como na crítica de O Espetacular Homem-Aranha, seria bom se eu já dissesse o único ponto fraco do filme. Fraco, mas que não é necessariamente ruim, dependendo do seu ponto de vista: o filme é longo. Muito longo. Longo o bastante para incomodar se sala de cinema que você for assistir não for tão boa ou se você está indo para “mais um filme do Batman”. E, sério, não vá pensando que é só mais um filme do Batman: é “O” final de uma saga, e, como tal, é bom você assistir aos anteriores antes de ir ao cinema. Agora vamos aos pontos fortes do filme.

O roteiro do filme é extremamente ótimo, e Christopher e Jonathan Nolan não deixam nenhuma ponta solta em relação aos outros filmes, ao mesmo tempo que  eleva ao máximo a frase “nós caímos para aprender a nos levantar“. A direção de Chris Nolan também é mais um dos pontos fortes do longa. Outra coisa que não fica atrás é a fotografia: o visual do filme é grandioso, tão grandioso como os seus personagens.

Christian Bale nos entrega sua melhor atuação como Bruce Wayne AND como Batman, e a nós só nos resta lamentar que o ator não voltará para um próximo filme. A Mulher-Gato de Anne Hathaway é uma bela adição ao elenco, sendo a versão definitiva na personagem; ela é sexy, esperta, humana e linda. Mas para mim o melhor das “caras novas” do filme é quem faz o vilão: Tom Hardy como Bane foi, de certo, uma das melhores coisa que poderia acontecer ao filme. Infelizmente o personagem em si não convence muito, apesar de estar brilhantemente caracterizado. Duas atuações que não se pode deixar de mencionar são as de Joseph Gordon-Levitt como o policial John Blake e de Michael Caine como o sempre fiel mordomo Alfred. E, é claro, a sempre maravilhosa Marion Cottilard como Miranda Tate. Só não vou detalhar mais os personagens para não estragar algumas surpresas para aquele que ainda não assistiram.

Eu vou resguardar esse último paragrafo para comentar as comparações iminentes que, mesmo sem querer, acabamos fazendo. NÃO TEM como comparar Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge com Os Vingadores. São filmes totalmente diferentes, um com uma pegada mais realista, outro já mais baseados nos quadrinhos. Outra comparação que eu acho meio nonsense é com o último Batman – O Cavaleiro das Trevas, mas, se você quer mesmo saber, algumas pessoas vão achar TDKR superior à TDK e vice-versa.

Resumindo: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um final digno para uma trilogia digna do Morcego. Ah, outra coisa que eu gostei bastante no filme: esse é o primeiro da trilogia que não tem medo de falar “Eu vim dos quadrinhos“, já que vemos várias referências a histórias como Batman – Vitória Sombria e Batman – A Queda do Morcego.

NOTA: 9,5/10 – INCRÍVEL

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4 Respostas

  1. eu nem tava com tanta vontade assim de assistir, mesmo o batman sendo um de meus heróis favoritos. mas, depois desta critica, não tem como não ir ver, né? ;-) Excelente a crítica, no ponto certo – como deve ser o filme tbm. está-lá-rei! ;-)
    abraço!

    28 de julho de 2012 às 9:15 PM

  2. Pingback: Estreias da Semana – 27 de Julho « Total Enter

  3. evaldo

    também venho dos quadrinhos e não poderia deixar de mensionar batman ano um e piada mortal estes dois daria otimos filmes

    1 de agosto de 2012 às 2:55 PM

  4. bozo the clown

    Respeito quem gostou do filme, mas eu gostei mesmo dos 20 minutos finais. Só isso.

    1 de agosto de 2012 às 7:38 PM

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