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Crítica: O Vingador do Futuro

Antes de tudo eu já vou logo avisar que vou tentar fazer o mínimo de comparações entre o remake e o filme original.

Em O Vingador do Futuro, vemos o operário de fábrica Douglas Quaid (Colin Farrell), que recebe uma proposta para sair de sua rotina maçante: através da empresa Rekall, ele terá memórias implantadas em seu cérebro e imaginará que é um super-espião. A operação acaba dando errado, e Quaid logo se vê perseguido pela polícia e lutando ao lado de rebeldes contra um Estado opressor – ou seria tudo uma armação?

A primeira coisa que se nota é que o filme é bem mais baseado na obra que deu vida ao filme de 1990 do que o próprio. Outra coisa que se nota é a premissa, que agora é bem mais política, envolvendo uma disputa entre as duas últimas regiões habitáveis do planeta: a Federação Unida da Bretanha e a Colônia. Ao meu ver, o filme é BEM diferente do original, principalmente no visual, mas a história é, na sua essência, a mesma. Mas vamos falar do filme em si.

Os efeito visuais e a estética do filme são incríveis! Outra ponto forte que não se pode deixar de ser comentada é as cenas de ação, e aí vemos o bom trabalho de câmera do diretor Len Wiseman – que já trabalhou com a Sony no último filme da franquia Anjos da Noite, onde trabalhou com sua esposa, Kate Beckinsale.

Aliás, Kate Beckinsale é de longe o destaque do filme, sexy, linda e fatal – Douglas Quaid que o diga. Falando em Quaid, Colin Farrell, que estava longe dos filmes de ação à 7 anos, consegue segurar bem o filme, apesar de não ter o mesmo carisma do austríaco Arnold Schwarzenegger. Outro ponto forte É Bryan Cranston, e se você assisti Breaking Bad já sabe o que esperar do ator: nada além de excepcional. Jessica Biel também está beeeem legal no longa, só achei poderiam ter dado mais atenção ao Bill Nighy, por razões óbvias.

Mas daí vem a questão que pode incomodar muita gente: ele é um remake, e como todo remake, coisas presente no original serão esquecidas. Gente que idolatra o original não irá gostar do novo, a não ser que vá ao cinema sem o intuito de fazer comparações. É aí que você vai aproveitar bem o filme.

Resumindo: O Vingador do Futuro é um filme que vale o ingresso, e pode valer ainda mais se você esquecer que é um remake.

Nota: 8/10 – Muito Bom

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4 Respostas

  1. Marcos Lobão

    Concordo com tudo q vc disse, mas o Arnold Schwarzenegger não é Australiano e sim Austríaco. E eu daria nota 9…

    24 de agosto de 2012 às 8:44 AM

    • Bem lembrado, Marcos. A verdade é que no dia em que saiu a crítica tava uma discussão sobre países por aqui (boa parte causada pela disputa dos territórios no filme), por isso acabamos confundindo.

      24 de agosto de 2012 às 12:09 PM

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