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Crítica: O Legado Bourne

O Legado Bourne é o quarto filme da franquia Bourne. E como o título dá a dica, temos o legado de Bourne no filme, e vemos Jeremy Renner vivendo um novo protagonista.

Apesar de usar o título do quarto livro da série criada por Robert Ludlum (e o primeiro da franquia escrito por Eric Van Lustbader, após a morte do criador), o filme uma trama totalmente nova: os projetos Operação Blackbriar e Treadstone foram expostos depois da ações de Jason Bourne em O Ultimato Bourne e o coordenador de todos os agentes especiais da CIA Byer (Edward Norton), decide eliminar todos os agentes do Projeto Outcome (similar ao projeto que criou Jason Bourne). O problema é que um deles não é eliminado (Renner) e ele começa uma corrida contra o relógio para sobreviver na situação em que se encontra. Tudo isso no meio de uma guerra política que procura frear o vazamento de informações importantes.

E vamos começar a crítica já indo direto ao ponto. O filme é bom, e quem curti a franquia vai adorar. Ponto. Mas…

Mas o filme seria bem melhor se ele não fosse tão dependente. Você vê, a história é boa, e todo o lance de criar um novo assassino para não ter que trocar o ator no papel principal de Bourne foi uma jogada de mestre. Mas se você não assistiu os três primeiros filmes você vai ficar bem perdido, principalmente porque o filme começa a partir do filme de A Supremacia Bourne, se passando quase que ao mesmo tempo em que acontece O Ultimato Bourne, e referências à eles é o que não faltam. Aliás, o filme se passar nesse período é o que da forma ao vilão, um dos pontos fortes do filme.

O Byer de Norton é ótimo. É um personagem que combina com Norton, transtornado e obsessivo (e se você já assistiu qualquer filme com ele sabe do que estou falando). Renner também está extremamente bem como Aaron Cross, confortável (eu diria) com o papel que lhe foi dado, e cada vez mais viro fã dele – de longe um dos melhores atores da sua geração. Rachel Weisz também fica muito atrás dos dois, apesar de eu particulamente não ter achado a personagem nem um pouco carismática.

A direção de Tony Gilroy é boa, mas seus roteiros (o cara escreveu os outros três filmes) já foram melhores. A verdade é que, comparado com os outros três, esse filme parece mais simples. Numa maneira mais amplas de explicar, esse filme seria mais ou menos como as side stories dos quadrinhos ou o subplots das séries de TV.

Resumindo: fica claro que O Legado Bourne é voltado para os fãs da franquia, para aqueles que querem saber até onde vão os segredos sujos da CIA. É um filme bom, e vale a pena esperar na fila para assistir no cinema. Desde que você tenha assistido os outros três antes de sair de casa.

Nota: 7/10 – Bom

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